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11/06/2018 12:45 (181 acessos)

Estudantes da Escola Estadual Dom Mário Rino Sivieri se destacam na 10ª Olímpiada Nacional de História do Brasil

Por Lívia Lessa

 

Os alunos da Escola Estadual Dom Mário Rino Sivieri, em Lagarto, unidade escolar circunscrita à Diretoria Regional de Educação 2 (DRE 2) chegaram a 5ª fase da 10ª edição da Olímpiada Nacional de História do Brasil (ONHB), nesta sexta-feira, 8.

 

As atividades na unidade escolar contaram com a orientação dos professores Cleiton Melo Jones e Elisa de Moura. De acordo com o docente, foram nove equipes inscritas no início da competição, com 27 alunos e dois orientadores. No Estado inteiro foram 155 equipes no início dessa décima ONHB.

 

"É importante destacar que o resultado obtido até então é o melhor que nossa escola já teve. Na 4ª fase, nós tínhamos nove equipes na disputa de um conjunto de 22 em todo o Estado. Nessa 5ª fase, que começou sexta-feira,8, mantivemos quatro equipes disputando de um total de oito que restaram em Sergipe. Assim, é possível dizer que a nossa escola é a maior participante nessa fase", ressalta Cleiton Melo Jones.

 

Ainda segundo o professor, o resultado obtido está relacionado aos trabalhos feitos dentro e fora de sala. "Na escola nós temos alguns projetos e a participação neles faz com que os alunos se relacionem com mais profundidade nas atividades acadêmicas", diz o educador.  

 

Fase preparatória

 

Cleiton Melo Jones explica que, nos meses que antecedem a ONHB, os estudantes recebem aulas extras direcionadas para a participação na competição.  

Os orientadores selecionaram os temas que sempre aparecem nas provas da olimpíada, temas como: Racismo, Questões de Gênero, Indígenas no Brasil. As aulas são feitas fora do horário regular, quase sempre aos sábados, para aqueles estudantes que tem maior interesse em História.

 

"É muito interessante perceber, que ao longo das semanas em que participamos da olimpíada de história, os estudantes usam de todo um repertório de conhecimentos que desenvolveram em sala de aula e nessa hora vemos que nosso trabalho tem surtido efeito", esclarece.

 

Nas edições anteriores, a professora Elisa Moura também participou das atividades preparatórias. De acordo com a educadora, essa edição contou com um número maior de participantes.

 

"Foi muito importante o apoio da diretora, Maria  Edna Fontes Lima, em abrir a escola para a realização das reuniões de formação que aconteciam aos sábados. Estabelecemos uma rotina de três encontros semanais: na segunda-feira, era leitura coletiva da prova; na  quarta-feira, a realização coletiva das questões e sábado, finalização das questões", relembra Elisa de Moura, ao destacar que foram importantes o apoio e a confiança dos familiares dos alunos. "Como Cleiton é um professor conhecido e querido da comunidade escolar, por sua atuação, não enfrentamos nenhuma resistência dos pais", adiciona.

 

Para Elisa de Moura, outra colaboração relevante foi a participação no fórum de discussões dos docentes experientes da ONHB.  "Professores de história de todo o Brasil que já participaram da iniciativa se ajudam na resolução das questões", declara.

 

O professor Cleiton Melo Jones lembra que a parceria com a professora Elisa de Moura começou em 2016. "A mestre não só participou das reuniões como é a coordenadora desse projeto. Ela elabora as aulas preparatórias e realiza o acompanhamento com as equipes desde antes da olimpíada acontecer. Sua experiência é tanto com a Educação Básica quanto com a Universidade. Ela possui mestrado em História Social, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, também com a Educação a Distância (EAD) trazem importantes aportes para a preparação dos estudantes e a maior qualificação de todo o projeto", reconhece.

 

ONHB


A ONHB é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas, desenvolvido pelo Departamento de História por meio da participação dos professores, alunos de pós-graduação e graduação.

 

Para Cleiton Melo Jones, independente da classificação, participar da ONHB é uma experiência enriquecedora "Sem dúvida que a vivência da ONHB é um marco na vida desses estudantes e na nossa formação enquanto professores também. Alguns alunos que participaram da olimpíada conosco no ano anterior nesse ano marcaram presença novamente, mesmo estando fora da nossa escola", revela.

 

O docente afirma que a bagagem de conhecimentos e de convivência obtidos ao longo das quatro primeiras fases é enorme. "Antes dessa 5ª fase mantivemos unidas nossas nove equipes. E esse grande grupo construiu fortes laços de amizade e respeito. A ponto de algumas equipes terem sido eliminadas na passagem da quarta para a quinta fase e ainda assim vários desses estudantes seguem colaborando com os outros em nossas reuniões. Outra contribuição importante da participação na ONHB é a aproximação que esses alunos passam a ter com a linguagem digital, muitos, talvez a maioria deles não possuam computador", ressalta Cleiton Melo Jones.

 

A partir desta 10ª edição, a ONHB contou, pela primeira vez, com uma nova fase online. Foram seis fases online com a duração de uma semana cada um, com questões e tarefas diversas. A Olímpiada também mobiliza temas interdisciplinares (geografia, literatura, arqueologia, urbanismo, atualidade) e tem um impacto positivo no que tange à leitura, compreensão e escrita dos estudantes participantes.

 

"Duas das nossas quatro equipes participantes dessa 5ª fase, que se encerrará nesta quinta-feira, 14, são compostas por estudantes que não participaram na edição passada.  Isso demonstra que a renovação das equipes não significa perda de qualidade, mas que todos os estudantes do oitavo ou nono anos possuem as mesmas chances de vitória", finaliza Cleiton Melo Jones. 

 

 

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